FAQ

Este índice é interativo!

RSK, RIF and IOV orgs

Perguntas técnicas gerais sobre a RSK

Consenso

RBTC e RIF Tokens

Tecnologia RIF

RIF Name Service

Carteiras

Lumino

Federação

Mineração

Escalabilidade

Segurança

Adoção/casos de uso

Concorrentes

O Estúdio de Inovação em São Francisco e o Fundo Ecossistemas

RSK, RIF e organizações IOV

  • Explique a estrutura de marcas IOV, RSK e RIF.

    A IOV Labs opera como uma empresa movida por propósitos, buscando promover e desenvolver a próxima geração de infraestrutura baseada em blockchain, que trará uma inclusão financeira global e eliminará a lacuna entre essa nova tecnologia e sua adoção em massa, sendo a organização por trás das plataformas RSK e RIF

    Para mais informações, acesse
    https://iovlabs.org/

Perguntas técnicas gerais sobre a RSK

  • Fundamentos da RSK:
  • O que é a RSK?

    A RSK é a primeira plataforma de contrato inteligente de finalidade geral garantida pela Rede Bitcoin.

  • O que é um contrato inteligente?

    Contratos inteligentes são contratos cujos termos são codificados em linguagem de computador em vez de linguagem jurídica. Contratos inteligentes podem ser executados por uma rede de computação, como a RSK, de modo que os termos dos contratos sejam automaticamente impostos por um protocolo seguido por todos os nós da rede.

    Um contrato inteligente pode ser totalmente autônomo se todos os objetos referidos (como moeda, pagamentos, obrigações, títulos de propriedade, ativos, licenças) tiverem uma representação digital na plataforma. Quando não existe tal representação digital para um objeto, um contrato inteligente também pode se referir a si mesmo e reagir a mudanças em seu estado, por meio de nós de gateway especiais denominados oráculos, que fornecem informações externas à blockchain. Um contrato inteligente também tem acesso ao tempo com precisão de minuto, para que as condições com restrição de tempo possam ser representadas.

    Alguns exemplos de contratos inteligentes são:

    Microcrédito
    Sistemas de votação distribuída
    Pagamentos de máquina para máquina
    Trocas descentralizadas
    Tokenização de ativos
    Rastreamento da cadeia de suprimentos
    Lealdade e recompensas
    Microsseguro
    Financiamento colaborativo
    Registro de propriedade
    Serviços de custódia
    Licitações transparentes
    Remessas

  • Qual é o estado atual do projeto?

    A rede MainNet da RSK foi lançada no início de janeiro de 2018. A última versão principal é chamada Wasabi. Todas as informações necessárias sobre o projeto, além do guia de “introdução”, podem ser encontradas em nosso repositório do GitHub. https://github.com/rsksmart

  • Solidity não é a melhor linguagem (especialmente em termos de segurança). Vocês planejam adicionar outras linguagens (por exemplo, vyper)?

    Estamos estudando o uso da cadeia de ferramentas Java, assim como a compatibilidade com a AVM (máquina virtual AION). Java é a linguagem mais popular para as empresas porque é digitada e fácil de auditar. É uma ótima escolha para redigir contratos inteligentes seguros.

    Algum progresso com a(s) proposta(s) de Drivechain?

    A primeira proposta de drivechain foi criada por nós em 2016 e apresentada à lista de distribuição do Bitcoin para avaliação (consulte https://github.com/rsksmart/bips/blob/master/BIP-R10.md). A comunidade Bitcoin passava por um momento turbulento, já que os diferentes subgrupos lutavam ou para aumentar o tamanho do bloco ou para adicionar o SegWit. Nesse contexto, estava muito difícil chegar a um consenso sobre a integração de sidechains. Mais tarde, em 2018, renovamos nossos esforços com uma proposta aprimorada (consulte https://github.com/rsksmart/bips/blob/master/BIP-R11.md) apresentada no Building on Bitcoin 2018 (https://www.youtube.com/watch?time_continue=10289&v=Cpid31c6HZc).

    Acreditamos que o ecossistema precisa amadurecer para que as sidechains Bitcoin minimizadas pela confiança prosperem. Enquanto esperamos pelo momento certo, continuamos trabalhando a todo vapor para aumentar a segurança e a abertura de nosso peg federado.

  • Como a RSK planeja ser uma referência em termos de contratos inteligentes?

    A RSK é a plataforma de contratos inteligentes mais segura do mundo. A segurança é e continuará sendo uma de nossas quatro vantagens competitivas, e seguiremos trabalhando nisso. Em segundo lugar, a escalabilidade, que é um dos obstáculos para adoção em massa da blockchain, é e sempre será um de nossos quatro objetivos estratégicos. No laboratório de pesquisa da RSK, avaliamos novas propostas e trabalhamos em métodos de escalonamento com frequência, e estamos nos esforçando para desenvolver soluções para resolver essa questão. A RIF Lumino Network foi um marco importante nesse sentido, e estamos desenvolvendo também uma estrutura genérica e inovadora para escalar blockchains, o que é chamado de escalabilidade de cadeia encolhida (shrinking-chain scaling). Essa estrutura se baseia no insight de que blockchains podem ser compactadas, e também de que a técnica de compactação usada pode envolver interações com os usuários para reescrever partes antigas da blockchain. Isso significa que um bloco pode ser compactado após ser minerado. Isso é especialmente poderoso no caso de blockchains com VMs, para as quais compactar transações significa fornecer provas de execuções que são dispendiosas para gerar.

  • Você pode falar sobre a abordagem da RSK para a diversidade de nós?

    A questão nunca foi em relação ao número de nós, e sim sobre a origem desses nós. Algumas centenas de nós RSK são suficientes para atender uma rede global de criptomoedas neste estágio, mas não devemos nos sentir seguros com essa métrica. Nosso objetivo é que os nós completos sejam gerenciados por um conjunto diversificado de indivíduos, organizações e empresas. Esse é o verdadeiro significado da descentralização: não confie, confira por si mesmo. Para progredir nesse sentido, desenvolvemos o primeiro esquema de prova de replicação para recompensar os nós completos diretamente de um contrato inteligente (veja a apresentação Devcon 2017 3 de Sergio Lerner aqui: https://www.youtube.com/watch?v=pioxtzPxQMg), que em breve será integrado à implementação de referência. Além disso, fizemos um grande esforço para reduzir o consumo de recursos de nós completos, como a proposta da Unitrie (consulte https://www.rsk.co/noticia/towards-higher-onchain-scalability-with-the-unitrie/) para que os indivíduos possam executar nós em laptops padrão. Por fim, propusemos uma nova técnica para clientes leves (consulte https://github.com/rsksmart/RSKIPs/blob/master/IPs/RSKIP45.md)para integrar os usuários que executam nós em telefones celulares. Resumindo, estamos nos certificando de que a rede permaneça saudável e descentralizada no futuro, tanto em quantidade quanto em qualidade dos nós.

  • Os dApps deveriam configurar seus próprios nós?

    Durante o processo de desenvolvimento, nós públicos podem ser usados (https://nodes.rsk.co), mas é recomendado que dApps em ambientes de produção executem suas próprias infraestruturas.

  • Quais incentivos um projeto tem para ser desenvolvido na RSK?

    Os principais motivos pelos quais desenvolvedores escolhem a RSK Smart Contract Network, em vez de outras redes, são a segurança e escalabilidade.

    A RSK é a plataforma de contratos inteligentes mais segura. Para estatísticas atualizadas do poder de hashing, acesse https://stats.rsk.co/

    A RSK tem um nível menor de atividade na cadeia do que a Ethereum, que é algo que você esperaria de um blockchain com um ano e meio de idade. Portanto, o blockchain é muito menor que a Ethereum. No entanto, antes da versão 1.0.0, a RSK Blockchain poderia crescer tão rapidamente quanto a Ethereum para volumes de transação iguais. Com o advento do Unitrie, que faz parte da versão 1.0.0, o estado do blockchain é dez vezes menor. Por exemplo, o último estado mundial não consome mais do que 50 Mbytes. O atual estado da Ethereum consome cerca de 130 GB. É uma taxa 2.600 vezes maior.

    Trazemos mais informações sobre o Unitrie nesta postagem https://www.rsk.co/noticia/towards-higher-onchain-scalability-with-the-unitrie/

    Da perspectiva de funcionalidades de programação, a rede RSK está no mesmo nível que a Ethereum, pois ambas suportam nativamente Contratos Inteligentes em Solidity e as mesmas APIs. Esse nível de compatibilidade elimina barreiras para os desenvolvedores no porte de seus Dapps na rede RSK e potencialização de suas habilidades/conhecimentos adquiridos.

    Do ponto de vista da segurança, a rede RSK é protegida por mais de 40% da potência de computação da rede Bitcoin e usa o mesmo mecanismo de hashing que a Bitcoin, que é a rede descentralizada mais segura do mundo. Embora outros modelos de segurança, como o DPoS da EOS ou o PoW da Ethereum, baseados em hardware multiuso, possam ter suas vantagens, nenhuma dessas Redes foi submetida à experiência prática nem teve sob sua custódia tanto valor quanto a rede Bitcoin.

    A RSK combina o melhor da Bitcoin e da Ethereum em um só lugar.

  • RBTC e RIF Tokens

    • Informações sobre RIF Token

      Incluindo carteiras de suporte e câmbios, disponíveis em https://www.rifos.org/rif-token/

    • Informações sobre RBTC
    • Onde posso adquirir SmartBitcoins (RBTC)?

      SmartBitcoins, identificados com a marca RBTC são pareados como 1: 1 para BTC (1 RBTC = 1 BTC).

    • Quais são as carteiras que suportam Smart Bitcoin (RBTC)?

      É possível encontrar as carteiras suportadas aqui https://github.com/rsksmart/rskj/wiki/wallets.

    • Por que o RBTC é listado em bolsas?

      Listamos o RBTC nas bolsas para facilitar o acesso de usuários menos técnicos. Como eu disse, leva quase um dia para transferir BTC para RBTC usando a paridade. Os usuários precisam, pelo menos, de pequenas quantias de RBTC para pagar taxas de transação, necessárias para a execução de contratos inteligentes. Esperamos mais demanda pelo RBTC à medida que mais usuários começarem a usar a plataforma.

    • Quais carteiras de hardware suportam RSK?

      Atualmente, a RSK é suportada nas carteiras de hardware Ledger, Dscent e Trezor. Para mais informações, acesse: https://www.rsk.co/smart-bitcoin-rbtc/

    • Qual é a diferença entre RIF token e RBTC?

      O Padrão Aberto de Abordagem de Infraestrutura RSK (RSK Infrastructure Framework Open Standard - RIF OS) é um conjunto de protocolos de infraestrutura abertos e descentralizados, que permitem um desenvolvimento mais rápido, mais fácil e expansível de aplicativos distribuídos (dApps) em um ambiente unificado. O RIF OS inclui suporte para redes de pagamento descentralizadas, terceirizadas e fora da cadeia; um conjunto de APIs para a comunicação perfeita e segura entre aplicativos descentralizados; e interfaces fáceis de usar para desenvolvedores. O acesso e pagamento dos serviços RIF OS são baseados no RIF Token, que permite que os desenvolvedores acessem o conjunto de serviços criados sobre os protocolos RIF, como Directory, Payments, Data Feeds, Storage e Communications, incluindo serviços de infraestrutura desenvolvidos por terceiros, e quaisquer outros aplicativos que possam ser implantados na estrutura do RIF que concordem em aceitar os RIF Tokens como um meio de acessar/consumir o serviço ou aplicativo. O RBTC é o token nativo do RSK Live Mainnet e está indexado ao BTC na razão de 1:1. É usado para pagar pela execução de contratos inteligentes da mesma forma como o ETH é usado como pagamento na rede Ethereum. Os usuários técnicos podem obtê-lo de forma descentralizada ao converter para e a partir do BTC, usando a ponte entre os protocolos Bitcoin e RSK. Usuários menos técnicos podem obter RBTC em bolsas participantes, como Huobi, Botfinex, entre outras. Para usar a RSK e todos os aplicativos que são executados na RSK (incluindo o RIFOS, após o lançamento).

    • Como funciona exatamente o peg bidirecional para o RBTC? É um contrato inteligente? As bolsas lidam com isso em tempo real? Os usuários finais também podem interagir diretamente com este contrato inteligente, sem ter que passar por uma bolsa? Se sim: como? Se não: por que não?

      A moeda nativa da RSK, smartBitcoin (RBTC), é vinculada ao bitcoin 1 para 1, portanto, a única maneira de criar o RBTC é enviar o BTC para um endereço multisig no Bitcoin blockchain que é controlado pela Federação RSK (nos aprofundaremos nesse assunto mais adiante). Os bitcoins que chegam a esse endereço são bloqueados e uma prova dessa transferência (prova SPV) é enviada para um contrato inteligente especial na RSK blockchain chamado de contrato Ponte. Atualmente, a Federação RSK está conduzindo esse processo de comunicar novas transferências para o contrato Ponte, mas o processo é totalmente descentralizado e qualquer pessoa pode fornecer essas informações ao contrato. Assim que o contrato ponte tiver essa prova, ele envia a quantidade de RBTC equivalente ao que foi recebido em BTC para um endereço RSK que corresponda ao endereço BTC que iniciou o processo no Bitcoin blockchain. Com isso, a transferência do Bitcoin para o RSK é concluída de forma totalmente descentralizada/confiável.

      Vamos ver o que acontece quando queremos fazer o caminho de volta para o Bitcoin. Para resgatar o RBTC e trocar por BTC, primeiro você tem que enviar o RBTC para um endereço especial da Ponte na RSK Blockchain, mas, como o Bitcoin não pode verificar transações em um blockchain secundário porque suas capacidades de scripting são limitadas de propósito para reduzir sua superfície de ataque, precisamos que a Federação RSK ajude a assinar a transação de liberação no lado do Bitcoin. Então, assim que os nós da Federação RSK reconhecem e validam que uma nova transação de liberação do BTC foi criada, eles a assinam. O interessante é que os nós da Federação RSK são executados usando um HSM (Hardware Security Module) desenvolvido por nossa equipe de segurança para que os membros da Federação RSK não tenham acesso às chaves privadas e, portanto, não possam fugir com os fundos. O pior que podem fazer é desconectar o HSM e interromper o peg. Quando as transações de liberação são enviadas para o HSM, ele confirma a validade e as assina. Quando um número suficiente de assinaturas é coletado (lembre-se de que o endereço BTC é um endereço multisig e por isso precisa M de N assinaturas para liberar os fundos), os BTCs são enviados para o endereço BTC irmão do endereço RSK que iniciou a troca.

      Embora o máximo de dano que a Federação RSK possa causar no peg, de modo geral, seja interrompê-la temporariamente, nossa equipe de pesquisa tem trabalhado em uma extensão do protocolo Bitcoin, chamada Drivechain, que permitiria a liberação de fundos por meio da rede de mineração Bitcoin. Se essa proposta passar para o código Bitcoin, isso criaria um peg bidirecional totalmente confiável e minimizada.

      Todo o processo de troca de BTCs por RBTCs demora cerca de 15 horas (100 blocos de Bitcoin) para evitar perda de fundos devido a uma reorganização de blockchains de ambos os lados. Qualquer um pode usar o peg, embora até o final deste ano (2019), você precisa estar na lista de permissões para poder trocar BTC por RBTC (as trocas de RBTC para BTC não têm restrições).

      Devido à natureza técnica do uso do peg, ao atrito criado pelo período de espera e ao processo de listagem de permissões, muitas bolsas oferecem fácil acesso a RBTCs para desenvolvedores e usuários. Estão sendo desenvolvidos sistemas de câmbio atômicos entre o BTC e o RBTC usando dois nós Lightning e RIF Lumino, que permitirão que os usuários troquem seus BTCs por RBTCs sem intermediários.

      Para mais informações, leia este artigo detalhado de nosso Diretor científico, Sergio Lerner, sobre Sidechains, sob peg geral e bidirecional, em particular: https://www.rsk.co/noticia/sidechains-drivechains-and-rsk-2-way-peg-design/.

    • Existe uma correlação entre endereços BTC e endereços RSK, apesar de ambos se parecerem com endereços ETH?

      Os endereços RSK são semelhantes a endereços ETH. Para evitar que os usuários enviem fundos por engano para endereços ETH ou vice-versa, implementamos um mecanismo de teste por soma de endereço que pode ser implementado em qualquer rede semelhante à do Ethereum. Embora o mecanismo não seja aplicado no nó em si, é importante considerá-lo para o nível do cliente (nas carteiras, por exemplo). O mecanismo de teste por soma é descrito no seguinte RSKIP: https://github.com/rsksmart/RSKIPs/blob/master/IPs/RSKIP60.md.

    • Haverá um modo mais fácil (mais automatizado) de converter BTC em RBTC, sem envolver uma operação de câmbio?

      O mecanismo nativo de conversão de BTC em RBTC e vice-versa já existe e se chama paridade bidirecional. Na prática, quando um usuário pretende converter BTC em RBTC, alguns BTCs são bloqueados na Bitcoin blockchain, e a mesma quantidade de RBTCs é desbloqueada na RSK blockchain. Quando o RBTC precisa ser convertido de volta em BTC, o RBTC é bloqueado novamente na RSK blockchain, e a mesma quantidade de BTCs é desbloqueada na Bitcoin blockchain. Um protocolo de segurança garante que os mesmos Bitcoins não possam ser desbloqueados em ambas as blockchains ao mesmo tempo. Isso exige a finalidade da transação, e essa é a razão pela qual a paridade exigia centenas de confirmações de blocos para transações que desbloqueiam BTC ou RBTC.

      Já que nem todos os usuários estão dispostos a esperar pelo número de confirmações de bloco exigidas, os câmbios oferecem um mecanismo mais rápido de obtenção de BTC/RBTC, mediante cobrança de uma taxa de câmbio.

      Este post de blog explica o design de paridade bidirecional da RSK em detalhes: https://www.rsk.co/es/noticia/sidechains-drivechains-and-rsk-2-way-peg-design/

      Além disso, mais informações sobre como usar o mecanismo de paridade bidirecional para converter BTC em RBTC podem ser encontradas aqui: https://github.com/rsksmart/rskj/wiki/BTC-RBTC-conversion

    • Para usar a RSK ainda é preciso ser incluído em uma lista branca?
      Se sim, até quando?

      Pode haver alguma confusão entre as pessoas sobre a necessidade de inclusão em uma lista branca para usar a RSK. Vale ressaltar que qualquer um pode usar a RSK para implantar e executar contratos inteligentes, enviar e receber transações, construir dApps etc., não há limitação em relação à necessidade de permissões. O que requer lista branca é o uso da conexão bilateral para conversão de BTC em RBTC, ao passo que não há lista branca para recuperar BTC a partir de RBTC. Implantamos essa limitação na versão Beta até que estivéssemos seguros o suficiente para abrir ao público geral. Esperamos que a limitação seja removida antes do final do ano. É também importante mencionar que os usuários podem obter RBTC por meio de bolsas suportadas.

    • O RIF é realmente necessário para a construção da RSK? Por que emitir RIF tokens? Por que não usar o RBTC de maneira uniforme?

      O Padrão Aberto de Abordagem de Infraestrutura RSK (RSK Infrastructure Framework Open Standard - RIF OS) é um conjunto de protocolos de infraestrutura abertos e descentralizados, que permitem um desenvolvimento mais rápido, mais fácil e expansível de aplicativos distribuídos (dApps) em um ambiente unificado. O RIF OS inclui suporte para redes de pagamento descentralizadas, terceirizadas e fora da cadeia; um conjunto de APIs para a comunicação perfeita e segura entre aplicativos descentralizados; e interfaces fáceis de usar para desenvolvedores. O acesso e pagamento dos serviços RIF OS são baseados no RIF Token, que permite que os desenvolvedores acessem o conjunto de serviços criados sobre os protocolos RSK Infrastructure Framework, como Directory, Payments, Data Feeds, Storage e Communications, incluindo serviços de infraestrutura desenvolvidos por terceiros, e quaisquer outros aplicativos que possam ser implantados na estrutura do RIF que concordem em aceitar os RIF Tokens como um meio de acessar/consumir o serviço ou aplicativo. O RBTC é o token nativo do RSK Live Mainnet e está indexado ao BTC na razão de 1:1. É usado para pagar pela execução de contratos inteligentes da mesma forma como o ETH é usado como pagamento na rede Ethereum. Os usuários técnicos podem obtê-lo de forma descentralizada ao converter para e a partir do BTC, usando a ponte entre os protocolos Bitcoin e RSK. Os usuários menos técnicos podem obter o RBTC de bolsas como a Huobi e a Bitfinex, entre outras, a fim de usar o RSK e todos os aplicativos executados no RSK (incluindo o RIFOS, uma vez que ele seja lançado).

      Embora o RSK Live Mainnet exija – e sempre exigirá – que a execução de contratos inteligentes seja paga em smartBitcoins (RBTC), mantendo total alinhamento de incentivos com o Ecossistema Bitcoin, os Protocolos RIF OS visam criar uma camada de infraestrutura fora da blockchain, que seja inicialmente construída sobre o Ecossistema RSK, mas futuramente integrada com outras plataformas habilitadas para contratos inteligentes, como a Ethereum e a EOS. Para isso, é importante ter um token que seja neutro para qualquer uma dessas redes e cujo preço seja definido de acordo com a oferta e demanda de serviços de infraestrutura, independentemente do preço específico da criptomoeda nativa da rede (RBTC, ETH, EOS, etc.). Do ponto de vista do usuário, isso não representa nenhum atrito adicional, pois esperamos que, no futuro próximo, as DEXs (Bolsas Descentralizadas) ofereçam conversão instantânea entre as moedas nativas das Redes onde os Protocolos RIF OS sejam integrados ao RIF Token. A portabilidade do RIF Token criará economias de escala e fortalecerá a antifragilidade do ecossistema descentralizado como um todo, dando mais um passo rumo à concretização da Internet do Valor. O principal motivo é que nossa visão de longo prazo para o RIF OS é de um Marketplace unificado para serviços de infraestrutura fora da rede, que possam ser consumidos por todas as criptoeconomias habilitadas para contratos inteligentes (ou seja, RSK, Ethereum, EOS). Nesse contexto, torna-se necessário ter um token portátil/neutro.

    Consenso

    • Qual protocolo de consenso usado pela RSK?

      A mineração de mesclagem é um protocolo que permite que mineradores explorem as blockchains da RSK e do Bitcoin ao mesmo tempo com exatamente o mesmo hardware e sem penalidade de desempenho. Portanto, os mineradores por mesclagem podem ganhar recompensas de ambas as blockchains. A RSK melhorou vários softwares de pool de mineração de código aberto para permitir a mineração de mesclagem..

    • O que é o protocolo DECOR+?

      Na rede Bitcoin, quando dois ou mais mineradores resolvem blocos em igual altura, há um conflito de interesses. Cada minerador concorrente quer que seu bloco seja selecionado pelos mineradores restantes como a ponta da melhor cadeia. Todos os mineradores e usuários honestos restantes prefeririam que todos escolhessem a mesma ponta de bloco, porque isso reduz a probabilidade de reversão de blocos. O DECOR+ estabelece os incentivos econômicos certos para uma escolha convergente, sem requerer interação adicional entre os mineradores. O conflito é resolvido de modo que:

      • A resolução seja acordada por todas as partes (consenso) quando todas as partes tiverem acesso ao mesmo estado de informações da blockchain dentro de um limite de tempo (síncrono).
      • Se o sistema estiver parcialmente síncrono, o conflito será resolvido como no Consenso de Nakamoto.
      • A resolução maximiza a receita de todos os mineradores quando a receita do bloco conflitante (taxas) é muito maior que a média.
      • A resolução reduz o poder dos mineradores de censurar outros blocos ou transações quando o bloco conflitante tem uma recompensa próxima à média.
      • A resolução do conflito leva um tempo insignificante

    • A RSK está protegida da mineração egoísta?

      O DECOR+, mais a regra “pegajosa”, é compatível com incentivos (que os mineradores não ganham nada com a retenção de blocos) desde que as taxas de transação estejam próximas da média e sem os canais secundários de pagamento do minerador. Essa última restrição significa que a propriedade compatível com incentivos não suporta ataques de suborno a mineradores, o que pode distorcer os incentivos do protocolo DECOR+. Essa restrição também se aplica a qualquer plataforma que forneça máquinas virtuais “Turing completas”, como o Ethereum.

    • Como você evita que mineradores que não verificam o bloco pai criem blocos filhos mais rapidamente? (também conhecido como “Mineração SPV”)

      A RSK Labs publicou um RSKIP que aumenta a velocidade de propagação e verificação de blocos. Isso reduz o incentivo para iniciar a mineração de um bloco filho sem a verificação adequada do bloco pai. O protocolo DECOR+ recompensa os mineradores, mesmo que continuem a minerar blocos irmãos por alguns segundos até que estejam prontos para criar um bloco filho.

      A RSK Labs publicou também outro RSKIP permitindo a criação de blocos filhos mesmo quando o bloco pai não foi totalmente verificado, por até dois blocos seguidos. No entanto, reduzir o tempo de propagação da rede parece ser a melhor abordagem.

    Tecnologia RIF

    • Qual é exatamente a proposta de valor do RIF?

      É uma questão de utilidade e, em caso afirmativo, qual exatamente é essa utilidade? Se o token era útil para vender moedas que não pudessem ser vendidas apenas com o RBTC.

      Essa questão tem dois lados, já que o RIF é um conjunto de padrões de protocolo e um token. O RIF OS (RSK Infrastructure Framework Open Standard) é um conjunto de protocolos abertos de infraestrutura descentralizada que retransmitem contratos inteligentes baseados em blockchain para permitir o desenvolvimento mais rápido, fácil e escalável de aplicativos distribuídos (dApps).

      Os protocolos iniciais incluem o Directory (protocolo de serviço de nomes), Payments (um protocolo de pagamento off-chain), Data (protocolo de armazenamento e streaming de dados), Communications (protocolo seguro de comunicações criptografadas, sessão e roteamento) e Gateways (um protocolo de interoperabilidade que inclui transferências entre cadeias e serviços de oráculo). Os padrões também definem interfaces que podem ser implementadas como APIs e bibliotecas que abstraem e simplificam o uso da infraestrutura descentralizada (blockchain e P2P) para qualquer desenvolvedor, mesmo que esses não conheçam o funcionamento interno ou a operação detalhada dos protocolos descentralizados.

      Esse conjunto de protocolos tem como objetivo resolver os principais problemas que impedem a adoção em massa das redes blockchain descentralizadas (por ex., Bitcoin, RSK, Ethereum, etc.). Do nosso ponto de vista, os dois principais impedimentos são o dimensionamento sustentável (o dimensionamento na cadeia é possível, mas gera um custo de manutenção maior para os nós de validação e, portanto, para a centralização) e usabilidade do desenvolvedor (pode levar vários meses para os desenvolvedores aprenderem como usar a tecnologia e, mesmo dominando a tecnologia, é muito ineficiente criar aplicativos descentralizados devido à falta de um protocolo geral e componentes reutilizáveis).

      Seguindo as diretrizes do RIF OS, uma série de plataformas P2P baseadas em blockchain está sendo construída, sendo o RNS, uma implementação do RIF Directory no RSK, o primeiro a ser lançado. O RIF Lumino, a primeira implementação do RIF Payments, será lançado em breve e, durante o ano de 2019, a primeira versão do full stack estará disponível. Agora vamos falar sobre o utilitário do RIF token no ecossistema RIF OS.
      O primeiro e óbvio uso é acessar todos os serviços fornecidos no ecossistema RIF OS. Para estar em conformidade com o RSK Infrastructure Framework, os provedores precisam pelo menos aceitar RIF tokens em troca de seus serviços. Além disso, certos protocolos usam o RIF token como a garantia que todos os provedores de serviços precisam fornecer para oferecer serviços no mercado RIF. Isso é fundamental, dada a natureza descentralizada dessas plataformas; sem um mecanismo de seguro integrado, seria impossível garantir a qualidade do serviço para os usuários finais. Além disso, em alguns protocolos, a relação entre a garantia e a quantidade de contratos que um provedor de serviços tem será usada para a distribuição dinâmica de novos contratos de serviço para os provedores registrados.

      Também prevemos que, em um futuro não tão distante, surjam outros usos do RIF token em torno do mercado de RIFs. Dois dos mais relevantes são o uso do RIF token como garantia para a emissão de ativos de contraparte estáveis e ​​livres de risco (por ex., $RIFUSD, $RIFARS, etc.), que podem ser usados para denominar preços de serviço em ativos estáveis,​ e o uso do RIF token para liquidar transações entre os Centros de Pagamento do RIF sem ativos em liquidez comum ou suficiente.

      Nossa visão de longo prazo para o RIF OS é de um Marketplace unificado para serviços de infraestrutura fora da rede, que possam ser consumidos por todas as criptoeconomias possibilitadas por Contratos Inteligentes. Portanto, embora o RIF token tenha sido criado inicialmente na RSK Network, no futuro ele será ser portável para outras plataformas como Ethereum ou EOS. Isso criará economias de escala e fortalecerá a antifragilidade do Ecossistema Descentralizado como um todo, dando mais um passo rumo à concretização da Internet do Valor.

    • Você poderia explicar algo sobre os serviços de armazenamento?

      Eles seriam como o IPFS? Usarão IPFS ou alguma outra solução similar já em funcionamento?

      A IOV Labs está trabalhando para ter uma API unificada para armazenar e recuperar arquivos e suportar várias redes de armazenamento. Esse é o protocolo de armazenamento de dados da RSK. Para um primeiro provedor de rede, analisamos as soluções existentes (Swarm, IPFS, Storj, Sia etc.) e decidimos que seria baseado no Swarm. A maioria desses protocolos implementa uma variação do seguinte: um arquivo carregado é dividido em partes e distribuído na rede. Quando o arquivo é solicitado, todas as partes são recuperadas e montadas. Cada nó que participa dessa rede está acompanhando os dados armazenados/fornecidos para fins de pagamento. A inovação que estamos trazendo neste momento é simplificar o modelo de incentivo e os mecanismos de prova. É claro que o armazenamento de dados da RSK se integrará a outros serviços RIF, como o RNS, para recuperar arquivos nomeados e permitir a mutabilidade, ou RSK Payments para fins de incentivo. E, no futuro, promoveremos a integração de todas as redes de armazenamento bem-sucedidas nas mesmas API e UI da RSK Storage, para que o usuário possa alternar entre back-ends da rede de armazenamento de forma simples, apenas selecionando o provedor de uma lista ou até mesmo armazenando um único arquivo em múltiplas redes simultaneamente.

      Houve uma conversa no Twitter um tempo atrás sobre a possível implementação do Chainlink como uma resposta aos seus Oracles: https://twitter.com/mwill_crypto/status/1064731255374147586

    RIF Name Service

    • Posso registrar um domínio no RNS e depois vendê-lo em um mercado secundário? Posso registrar um domínio no RNS e depois vendê-lo em um mercado secundário?

      Qualquer pessoa que registre um domínio no RNS pode vender o domínio diretamente ou usar um mercado secundário de terceiros. 0A IOVLabs não está atualmente envolvida no desenvolvimento desse mercado, mas pode ser uma boa ideia para os desenvolvedores de todo o mundo criarem um mercado descentralizado e fácil de usar para os domínios da RNS. Poderia explicar em detalhes do que se trata o RNS?

      O RIF Name Service (RNS) foi projetado para tornar a experiência do usuário mais amigável, fornecendo uma arquitetura que permite a identificação de endereços blockchain por nomes ou aliases legíveis para humanos. O RNS pode ser usado para identificar outros recursos pessoais, como endereços de pagamento ou de comunicação.

      A centralização do acesso a múltiplos recursos associados a um nome legível para humanos melhora a experiência do usuário na plataforma de blockchain. Além da “facilidade de uso”, a introdução de um serviço de resolução de nomes, ou “alias”, reduz de forma significativa a probabilidade de erros. Como nomes de recursos podem mudar com o tempo, o sistema precisa ser flexível para suportar mudanças frequentes. Até agora, o RIF Name Service suportava apenas endereços criados na RSK Network, mas atualmente os usuários podem gerenciar vários tipos de moedas e ativos.

      Para obter mais informações sobre o RNS, acesse: https://www.rifos.org/rif-name-service/

    Carteiras

    • Como posso recuperar meu token de uma carteira jaxx que era a única que tinha endereços RSK, quando a torneira da RSK existia?

      Embora não ocorra com frequência, periodicamente nós planejamos novos reinícios da blockchain da RSK Testnet. Isso significa que todos os saldos de conta são zerados. Uma reinicialização da Testnet foi executada recentemente, então, não há como recuperar fundos da Testnet depois disso. A torneira ainda existe, e você pode obter RBTCs da Testnet lá: https://faucet.testnet.rsk.co/.

    • Alguma novidade sobre a carteira IOV como parte das bibliotecas RIF? Ela foi a anunciada recentemente em conjunto com a mellow?

      A carteira Mellow está em fase de desenvolvimento, mas ainda não está disponível.

    Lumino

    • Informações gerais da Lumino
    • Quais são seus planos para levar a Lumino para o público em geral?

      A rede RIF Lumino já está disponível para o público em geral. (Para obter mais informações, visite: https://www.rifos.org/rif-lumino-network/)

      Dito isso, tornar a Lumino uma internet do valor acessível ao usuário é uma das prioridades da RIF. Por esse motivo, a Lumino já foi integrada ao RIF Naming Service (RNS), o que simplifica significativamente a usabilidade para usuários não técnicos.

      Atualmente, também estamos trabalhando nas bibliotecas de desenvolvimento e cliente leve da Lumino para facilitar as integrações com carteiras e bolsas.

      A equipe da IOV Labs também está trabalhando no desenvolvimento de soluções para bancos e organizações dispostas a usar o RIF Lumino para suas necessidades de negócios.

    • Quais os diversos KPIs da rede Lumino: blocos por segundo, tempo para decisão, tps e custo por transação? As pessoas já podem construir sobre a Lumino? Quais projetos estão sendo construídos sobre ela?

      O número de transações por segundo que a Lumino pode atingir depende principalmente da topologia real da rede e da quantidade de moedas que os participantes bloqueiam em seus canais. Além disso, do ponto de vista técnico, a largura de banda e a latência dos computadores que participam da rede também são essenciais para fornecer um sistema responsivo. Também os recursos da rede dependerão dos padrões de uso de rede de seus usuários. Parece que ainda há muitas incógnitas. No entanto, podemos simular certos padrões esperados de pequenas redes para redes cada vez maiores e obter métricas úteis sobre o crescimento da rede e o número de pagamentos bem-sucedidos, os tempos de liquidação de pagamentos e os custos médios. Levando em consideração a fusão das propostas de melhoria de escalabilidade já desenvolvidas pela RSK Labs para a RSK, as métricas obtidas nos mostram que a Lumino pode expandir para 60 milhões de usuários ativos sem problemas, com custos e tempos de resposta competitivos com outras redes de pagamento. Para expandir ainda mais, já identificamos gargalos de recursos que precisam ser resolvidos. Esperamos que outras soluções de terceira camada sejam desenvolvidas pelo meio acadêmico, como as cadeias de commits, para interoperar com a Lumino e complementá-la.

      Existem vários projetos que integram carteiras e soluções com a Lumino, que serão anunciados assim que estiverem prontos nos próximos meses.

    • Como fazer parte da rede Lumino?

      Se você quiser fazer parte da rede, o repositório da Lumino estará aberto, e ali você poderá encontrar instruções sobre configuração e gerenciamento de nós.

    • Agora que a Lumino está em operação, qual é o próximo passo?

      Estamos trabalhando em novos componentes do RIF Payments a serem lançados em breve, bem como no RIF Storage Protocol. Até o final do ano, planejamos contar com um conjunto completo de serviços RIF OS, que mostrará como a pilha completa funcionará em conjunto.

    Federação

    • O que é a Federação?

      A plataforma RSK foi lançada com uma federação de membros bem conhecidos e respeitados da comunidade (empresas de blockchain com altos padrões de segurança) (a Federação). Cada membro é identificado por uma chave pública. As condições para se tornar um membro da Federação foram estabelecidas, incluindo políticas de segurança, procedimentos de backup e requisitos legais.

    • .Qual o papel da Federação? Qual seu valor?

      Atualmente, o único papel da Federação é garantir o peg bidirecional. No futuro, ela pode oferecer serviços adicionais à rede. Alguns dos serviços que se mostraram valiosos para a comunidade são:

      • Peg bidirecional com Bitcoin
      • Pegs bidirecionais com outras criptomoedas
      • Serviços de oráculo
      • Serviços de ponto de verificação

      O Bitcoin não suporta contratos inteligentes nem códigos operacionais nativos para validar provas de SPV externas. Parte do sistema do peg bidirecional da RSK requer confiança em um conjunto de notários. Na RSK, os notários que protegem os fundos bloqueados são os membros da Federação. Os membros da Federação são agentes respeitados da comunidade, como importantes empresas de blockchain, e também possuem a capacidade técnica de manter um nó de rede seguro. Um requisito para fazer parte da Federação é a capacidade de auditar o comportamento adequado do software que alimenta o nó, especialmente em relação à exatidão do componente que decide sobre a liberação dos fundos em BTC. Por todos esses motivos, não planejamos nos afastar do modelo de Federação.

    • É realista esperar que a RSK se afaste do modelo de federação a médio prazo?

      A plataforma RSK foi lançada com uma Federação de membros bem conhecidos e respeitados da comunidade (empresas de blockchain com altos padrões de segurança). Cada membro é identificado por uma chave pública. As condições para se tornar um membro da Federação foram estabelecidas, incluindo políticas de segurança, procedimentos de backup e requisitos legais.

      Atualmente, o único papel da Federação é garantir o peg bidirecional. No futuro, ela pode oferecer serviços adicionais à rede. Alguns dos serviços que se mostraram valiosos para a comunidade são:

      • Peg bidirecional com Bitcoin
      • Pegs bidirecionais com outras criptomoedas
      • Serviços de oráculo
      • Serviços de ponto de verificação

      O Bitcoin não suporta contratos inteligentes nem códigos operacionais nativos para validar provas de SPV externas. Parte do sistema do peg bidirecional da RSK requer confiança em um conjunto de notários. Na RSK, os notários que protegem os fundos bloqueados são os membros da Federação. Os membros da Federação são agentes respeitados da comunidade, como importantes empresas de blockchain, e também possuem a capacidade técnica de manter um nó de rede seguro. Um requisito para fazer parte da Federação é a capacidade de auditar o comportamento adequado do software que alimenta o nó, especialmente em relação à exatidão do componente que decide sobre a liberação dos fundos em BTC. Por todos esses motivos, não planejamos nos afastar do modelo de Federação.

    • Quando a equipe ou a federação decide emitir mais BTC?

      A Federação não tem meios de “emitir mais BTC”. A transferência do BTC para a plataforma RSK é um processo aberto. No início da RSK, estabelecemos alguns limites para o número de Bitcoins que podem ser transferidos para a RSK até que a rede deixe a fase beta. Quase todas essas restrições serão suspensas assim que atingirmos cerca de 51% do hashrate do Bitcoin na mineração de mesclagem.

    • Qual é o serviço de paridade bidirecional fornecido pela Federação?

      O Bitcoin não suporta contratos inteligentes nem códigos operacionais nativos para validar provas de SPV externas. Parte do sistema do peg bidirecional da RSK requer confiança em um conjunto de notários. Na RSK, os notários que protegem os fundos bloqueados são os membros da Federação. Os membros da Federação são atores comunitários respeitados, como importantes empresas de blockchain, e também possuem a capacidade técnica de manter um nó de rede seguro. Um requisito para fazer parte da Federação é a capacidade de auditar o comportamento adequado do software que alimenta o nó, especialmente em relação à exatidão do componente que decide liberar os fundos do BTC.

    Mineração

    • O que é mineração mesclada?
    • Quão segura é a mineração de mesclagem da RSK?

      A mineração de mesclagem da RSK é tão segura quanto a mineração Bitcoin, mas assume uma propriedade mais forte da SHA256, que é “segurança de colisão livre” de pelo menos 100 bits. Isso ocorre porque a rede da RSK usa uma propriedade da construção Merkle-Damgård para compactar o tamanho da prova SPV proof.

    • Que incentivos têm os mineradores para fazer a mineração de mesclagem da RSK?

      Os mineradores ganham uma porcentagem de 80% das taxas de transação de cada bloco RSK que eles minerarem. Esses incentivos se tornarão cada vez mais atraentes, conforme a plataforma da RSK estimular a adoção e o número de transações na rede aumentar. Já que a mineração de mesclagem da RSK não requer nenhum custo além daquele exigido para minerar Bitcoin, a RSK proporciona um fluxo de receitas adicional a mineradores de Bitcoin usando o mesmo hardware e energia. Mais informações sobre a mineração de mesclagem da RSK podem ser encontradas em: https://www.rsk.co/noticia/rsk-bitcoin-merge-mining-is-here-to-stay/.

      Atualmente, estamos buscando outras formas de incentivar todos os principais participantes da RSK, inclusive pools de mineração, para alinhar melhor os incentivos enquanto a rede passa pelo bootstrap. Vamos manter a comunidade informada de qualquer atualização acerca desse assunto.

    • Existe um guia passo a passo para mineração e configuração de nó?

      Alguns posts de blog sobre mineração estão sendo feitos agora, e esperamos que eles sejam lançados nas próximas semanas. Enquanto isso, existe uma lista de links úteis para usuários que estejam dispostos a aprender mais sobre a mineração mesclada e sobre como configurar nós de mineração:

      O que é mineração mesclada: https://github.com/rsksmart/rskj/wiki/Merged-Mining

      Como configurar um nó RSK para ser usado de um pool de mineração mesclada: https://github.com/rsksmart/rskj/wiki/
      Configure-your-RSK-node-to-be-used-from-a-merge-mining-pool

    • Existem incentivos para executar um nó Lumino ou RSK para quem não é minerador?

      Ao executar o nó RSK, você não somente verifica a validade de suas próprias transações, mas também se as regras do sistema não podem ser alteradas por nenhum grupo de minoria. Portanto, é do interesse dos usuários da RSK executar nós completos por conta própria. Dito isso, nós projetamos, e estamos desenvolvendo agora, o primeiro sistema descentralizado para comprovar seu nó completo, de modo que no futuro poderemos incentivar nós completos (veja a nossa apresentação da Devcon3 sobre Prova de armazenamento de blockchain único). Essa tecnologia permitirá a recompensa econômica de nós completos no futuro, que poderá ser usada para recompensar os nós completos RSK e Lumino.

    • A mineração da RSK consome mais eletricidade?

      A mineração de mesclagem é um processo pelo qual mineradores de Bitcoin podem minerar Bitcoin e RSK ao mesmo tempo, com o mesmo hardware e consumindo a mesma eletricidade. A mineração de mesclagem da RSK usa a mesma função hash criptográfica que o Bitcoin (SHA256).

    Escalabilidade

    • Quantas transações por segundo são permitidas hoje na RSK?

      O número de transações por segundo executáveis ​​na plataforma RSK é determinado pelo limite de bloqueio de gás e pela taxa média de bloqueio. A taxa de blocos média atual é de um bloco a cada 30 segundos. Em cada bloco minado, o minerador pode votar para aumentar o limite de gás do bloco. Atualmente, o limite de gás é de 6,8 milhões de unidades de gás por bloco. Uma simples transação de RBTC consome 21K de gás, de modo que a plataforma RSK é capaz de executar 11 transações por segundo atualmente. Esse limite pode aumentar no futuro, já que há diversas propostas de aprimoramento que diminuem os recursos exigidos no processamento de transações na rede RSK.

      Por exemplo, RSKIP04 permite o processamento paralelo de transações. Se a proposta for aceita pela comunidade, o limite de gás do bloco poderá dobrar facilmente.

      Tanto o protocolo LTCP, descrito em um boletim técnico e no RSKIP53, quanto a técnica de escalonamento da cadeia de retração poderiam resultar em uma redução de dez vezes no espaço necessário.

      Se as propostas forem aceitas pela comunidade, as velocidades de transação poderão chegar a 100 transações por segundo.

    • Quantas transações por segundo a Rede RSK suportará?

      As versões beta lançadas de nós RSK aprimorados foram testadas para acomodar 100 transações/segundo sem incidentes. À medida que a tecnologia avança, as transações por segundo podem aumentar proporcionalmente. A meta da RSK Labs é atingir até 20.000 transações/segundo usando sua tecnologia Lumino, que é uma rede de pagamento de segunda camada fora da cadeia que será incorporada no nó de referência da RSK em uma versão futura.

    • Qual é o tempo de confirmação da transação?

      Em média, a rede gera atualmente um bloco a cada 30 segundos. Os mineradores podem reduzir o tempo médio de blocos para 15 segundos, otimizando suas operações de mineração de mesclagem. As aplicações devem esperar pelo menos 12 confirmações para aceitar um pagamento, o que corresponde a um atraso médio de 6 minutos.

    • A rede RSK é compatível com a rede Ethereum?

      A rede RSK é altamente compatível com a rede Ethereum em várias camadas diferentes: a máquina virtual de execução (EVM), a interface de programação javascript (web3), a conectividade interprocessual de nó (JSON-RPC) e as linguagens de programação de contrato inteligente (Solidity).

      A RSKVM é altamente compatível com a EVM, mas a RSKVM oferece recursos adicionais que não estão presentes na EVM. Para fazer uso dessas melhorias, são necessárias algumas alterações no código-fonte do contrato inteligente. Além disso, a RSKVM tem contratos específicos pré-compilados que fornecem a funcionalidade de ponte com o Bitcoin. Cerca de uma vez por ano, a comunidade Ethereum faz um hard-fork para adicionar novas funcionalidades. No passado, a comunidade RSK incorporou estas mudanças por meio de hard forks correspondentes na rede RSK. Espera-se que essas tendências permaneçam no futuro.

    Segurança

    • Como a RSK blockchain é protegida?

      A RSK blockchain é protegida por mineração de mesclagem, com algumas medidas de segurança adicionais. A RSK blockchain é minerada pelos mineradores de Bitcoin, que são parte da maior e mais confiável rede de blockchain do mundo. Atualmente, mais de 35% do hashrate da Bitcoin é simultaneamente RSK de mineração de mesclagem. Além disso, a RSK Labs publicou um RSKIP que propõe uma solução na qual um conjunto de notários (algumas das mais renomadas e confiáveis ​​empresas Bitcoin) poderão fornecer uma camada extra de segurança, emitindo notificações de ponto de verificação na RSK blockchain. Os nós da RSK não são forçados a seguir os pontos de verificação, mas podem usar essas informações para detectar ataques em toda a rede e entrar em um modo de segurança. Esse subsistema sacrifica a vitalidade (?) para aumentar a segurança e pode ser comparado ao sistema de alerta original do Bitcoin. No caso da RSK, o sistema é federado, em vez de centralizado, como na rede Bitcoin.

    • O que é a paridade bidirecional?

      A paridade bidirecional é conhecida como um método que transfere o BTC em RBTC e vice-versa. Na prática, quando BTCs são trocados por RBTCs, nenhuma moeda é “transferida” entre as duas blockchains. Não há uma transação única que faça o trabalho. Isso ocorre porque os mineradores da Bitcoin não podem verificar a autenticidade dos saldos em outra blockchain. Quando um usuário pretende converter BTC em RBTC, alguns BTCs são bloqueados na Bitcoin blockchain, e a mesma quantidade de RBTCs é desbloqueada na RSK blockchain. Quando o RBTC precisa ser convertido de volta em BTC, o RBTC é bloqueado novamente na RSK blockchain, e a mesma quantidade de BTCs é desbloqueada na Bitcoin blockchain. Um protocolo de segurança garante que os mesmos Bitcoins não possam ser desbloqueados em ambas as blockchains ao mesmo tempo. Isso exige a finalidade da transação, e essa é a razão pela qual a paridade exigia centenas de confirmações de blocos para transações que desbloqueiam BTC ou RBTC.

    • Como a paridade funciona?

      Quando um usuário do Bitcoin deseja usar a paridade bidirecional, ele envia uma transação para uma carteira multisig cujos fundos são protegidos pela Federação. A mesma chave pública associada aos bitcoins de origem nesta transação é usada na cadeia da RSK para controlar os Bitcoins inteligentes. Isso significa que a chave privada que controlava os Bitcoins na Bitcoin blockchain pode ser usada para controlar uma conta na cadeia da RSK. Embora as chaves pública e privada sejam semelhantes, cada blockchain codifica o endereço em um formato diferente. Isso significa que os endereços nas duas blockchains são diferentes.

    • Como a RSK protege os fundos bloqueados na paridade?

      Atualmente, os fundos na paridade são garantidos por uma assinatura de limite gerenciada pela Federação. Pelo menos 51% das assinaturas dos membros da Federação são necessárias para transferir bitcoins da carteira de paridade. O processo para desbloquear bitcoins é controlado por um contrato inteligente executado na RSK blockchain. Todas as ações de coordenação estão abertas para cada usuário ver.

      O roteiro original do RSK propunha adicionar suporte à cadeia de transmissão para aumentar a segurança dos fundos na paridade. Isso requer um soft-fork de Bitcoin, que pode ou não ocorrer. A RSK Labs criou um BIP e um código de trabalho para implementar essa cadeia de transmissão no Bitcoin. Se os soft-fork, do Bitcoin suportarem o BIP da cadeia de transmissão proposta pela RSK, destravar os fundos da paridade também exigirá 51% de reconhecimento pela potência de hash. da mineração de mesclagem. Com a Federação/cadeia de transmissão híbrida proposta pela RSK Labs, a maioria dos membros da federação e os mineradores de mesclagem devem reconhecer uma transação de lançamento, aumentando a segurança geral da paridade.

    • Como a RSK blockchain é protegida contra ataques de gasto duplo?

      A RSK blockchain é protegida por prova de trabalho baseada no algoritmo SHA256D como o Bitcoin. Se todos os mineradores de RSK cooperarem, eles poderão censurar uma ou todas as transações da RSK, mas não poderão roubar RBTC ou Bitcoins.

    • Quais as diferenças entre a segurança da rede RSK e da Bitcoin?

      A segurança da rede RSK dependerá da quantidade de envolvimento de mineração de mesclagem e do número e qualidade (conformidade de segurança) dos membros da Federação. Mais de 40% dos mineradores de Bitcoin são atualmente RSK de mineração de mesclagem (em dezembro de 2018) e outros 30% planejam se unir à mineração de mesclagem futuramente, de modo que se espera que mais de 51% dos mineradores de Bitcoin irão proteger a rede RSK em breve. Além disso, em teoria, a rede RSK poderia alcançar um hashrate maior do que o Bitcoin, combinando hashrates de mineração de mesclagem de outros clones de bitcoin.

    • Qual as diferenças entre as confirmações no Bitcoin blockchain e as confirmações na RSK Blockchain? Seis confirmações na plataforma RSK são suficientes para que uma transação seja considerada confirmada?

      Um artigo recente estabeleceu que, no contexto da probabilidade de reversão de transações, seis confirmações de Bitcoin (média de 1 hora) seriam equivalentes a aproximadamente 12 confirmações da RSK (média de 6 minutos). Enquanto o Bitcoin tem o conceito de 0 confirmação (a transação foi transmitida sem Replace-by-fee), não há conceito similar na RSK. A confirmação real mais rápida na RSK é “1,5” confirmação ou 1 confirmação mais 5 segundos sem uma reversão de bloco, ou uma média de 35 segundos.

    • A RSK é segura contra usuários que usam recursos de blockchain (CPU, largura de banda, armazenamento) gratuitamente?

      O “sistema de gás” da RSK impede que um invasor crie, divulgue e inclua transações que envolvam o uso intensivo de recursos em blocos sem pagar as taxas associadas. Todos os recursos, incluindo CPU, largura de banda e armazenamento, são contabilizados pelo consumo de uma quantidade de gás. Cada bloco tem um limite de gás, portanto, os recursos que um bloco pode consumir são limitados, tornando ineficaz o ataque de esgotamento de recursos.

    • A RSK é segura contra mineradores que abusam do sistema de gás para adquirir recursos de forma barata como no Ethereum?

      No Ethereum, um minerador pode incluir transações especificando o preço de gás zero, adquirindo memória de estado de contrato persistente quase de graça (se não houver backlog de transação). Na RSK, uma alta porcentagem das axas de transação entra em um pool de recompensas para os futuros mineradores, uma pequena fração das taxas de transação é queimada e há um preço mínimo de gás negociado pelos mineradores. Portanto, mineradores desonestos não podem obter recursos da plataforma sem nenhum custo.

    • Quais são as diferenças entre um endereço do Bitcoin e um endereço da RSK?

      Um endereço da RSK é um identificador de 40 caracteres hexadecimais, enquanto o endereço do Bitcoin é um identificador de 26 a 35 caracteres alfanuméricos.

      https://www.rsk.co/faqs/?cat=security

    Adoção/casos de uso

    Competitors

    • Como o rootstock se compara a outros projetos similares de cadeia lateral do Bitcoin?

      Existem apenas outros dois projetos de cadeia lateral de Bitcoin que estão atualmente ativos: o Liquid e o drivechain do Truthcoin. o Liquid é uma cadeia lateral federada, de certa forma semelhante à RSK. O Liquid visa a ser uma rede de compensação entre as bolsas que estabelece uma conexão entre as bolsas de criptomoedas, permitindo transações de Bitcoin mais rápidas. É otimizado para um caso de uso único. A RSK é muito mais genérica e programável, com contratos inteligentes estáveis. A RSK também é altamente compatível com aplicativos, bibliotecas e cadeias de ferramentas Ethereum. Tem um grande ecossistema e desenvolvedores treinados. Atualmente, os aplicativos Liquid dependem de uma biblioteca única fornecida pelo Blockstream e têm um ecossistema de nicho.

      Outra diferença fundamental é que o Liquid usa sua Federação para o consenso de blocos, enquanto a RSK usa a mineração por mesclagem e atualmente tem cerca de 40% do hashrate do Bitcoin. Portanto, a RSK conta com segurança “termodinâmica” real. Qualquer pessoa pode participar da mineração de mesclagem da RSK, portanto qualquer pessoa pode receber taxas de transação.

      Com relação à taxa de transferência da transação na cadeia, a RSK pode alcançar um volume maior do que o Liquid, essencialmente porque as transações de pagamento da RSK são menores que as do Liquid. Entretanto, atualmente a taxa de transferência de transação na RSK é limitada por seus mineradores, o que pode aumentar ou diminuir o limite de gás do bloco. Nas próximas atualizações da rede RSK, poderemos ver dois desenvolvimentos importantes implementados: o protocolo LTCP (consulte RSKIP53) e o processamento de transações paralelas (consulte RSKIP04). Juntas, essas melhorias possibilitam um aumento de 30x na taxa de transferência da transação na RSK. Outra diferença fundamental entre a RSK e o Liquid é que a paridade da RSK é aberta. Ela pode ser usada por usuários individuais sem passar por uma bolsa e um processo KYC. No entanto, a maneira mais rápida de obter RBTC ainda é trocar os BTCs em uma bolsa de criptomoedas, pois leva um dia para transferir bitcoins para a RSK por meio da paridade. Em termos de segurança da Federação, o Liquid usa um multisig 11 de 15 com um gasto de emergência de 2 de 3 com bloqueio de tempo, enquanto a RSK usa um multisig 8 de 15; ou seja, cada cadeia lateral tem diferentes contrapartidas entre disponibilidade e segurança.

      O drivechain do Truthcoin está atualmente rodando apenas como um testnet, porque requer um soft-fork do Bitcoin para rodar na mainnet, então por enquanto não é realmente um projeto no qual se pode construir aplicativos. No entanto, compartilhamos com o Truthcoin a visão de longo prazo de que as cadeias laterais devem passar de um modelo federado para um modelo mais descentralizado.

    • Como a RSK concorre com a Lightning Network?

      Primeiro, a Lightning seria mais comparável ao RIF Lumino Payments sobre o RSK do que o próprio RSK. Tendo esclarecido isso, não vemos o Lightning como uma concorrente, mas como um complemento. Com os nós duplos Lightning/Lumino, as pessoas poderão fazer trocas atômicas de bitcoins para smartBitcoins, simplificando em muito o uso da rede RSK.

      Por outro lado, a Lightning se restringe ao bitcoin por enquanto, ao passo que a RIF Lumino Payments permitirá pagamentos fora da cadeia para qualquer token presente na rede RSK. Imagine o potencial de ter pagamentos instantâneos de ativos estáveis ​​atrelados à moeda fiduciária totalmente integrados ao Bitcoin e custando uma mera fração de centavo. Isso pode criar o cenário favorável perfeito para FinTechs de todo o mundo e permitirá que a concorrência alcance um nível nunca antes atingido no sistema financeiro.

    • A Ethereum vai mudar muito nos próximos anos. O que você acha da Ethereum 2.0 e, especificamente, dos planos de usar eWASM em vez de EVM? Qual é a estratégia da RSK?

      Acho que o apoio a uma máquina virtual aprimorada é uma boa estratégia de longo prazo, não porque a Ethereum (ou qualquer outro blockchain) deveria ser um “computador mundial” (não deveria), mas porque certos elementos primitivos criptográficos que são pedras angulares dos protocolos de pagamento de 2ª camada mais escalonáveis e privados precisam de mais processamento dentro da cadeia do que o que a EVM pode fornecer. A EVM deve permanecer interpretada ou transpilada para compatibilidade com versões anteriores.

      A EWASM pretende ser um compilador WASM JIT determinista aplicado por consenso e contabilizado por recursos, e isso é algo difícil de se fazer. O design ainda está sendo modificado, precisa de revisão por pares, uma especificação clara e várias auditorias de segurança. A EWASM ainda está longe de ser um marco de estado beta.

      A estratégia da RSK, detalhada em seu whitepaper oficial, era de fornecer compatibilidade com a EVM ao implementar uma VM baseada em bytecode de java, com transpiling dinâmico de códigos EVM em bytecodes de java. Pesquisamos e desenvolvemos nosso protótipo de VM, mas quando lançamos a RSK, compatibilidade com Ethereum era nossa prioridade, de modo que a nova VM foi deixada para depois. Enquanto isso, a equipe da AION fez um excelente trabalho e lançou a AVM baseado em java, que está em estado de produção. Agora, estamos avaliando a possibilidade de propor à comunidade RSK o uso da AVM como a nova VM, e podemos colaborar com a equipe do AION na padronização da AVM.

    • Podemos comparar o tamanho dos blockchains da Ethereum e da RSK? Digo, a cadeia da RSK está crescendo na mesma velocidade que a da Ethereum? (Se houvesse a mesma quantidade de transações.)

      A RSK tem um nível menor de atividade na cadeia do que a Ethereum, que é algo que você esperaria de um blockchain com um ano e meio de idade. Portanto, o blockchain é muito menor que a Ethereum. No entanto, antes da versão 1.0.0, a RSK Blockchain poderia crescer tão rapidamente quanto a Ethereum para volumes de transação iguais. Com o advento do Unitrie, que faz parte da versão 1.0.0, o estado do blockchain é dez vezes menor. Por exemplo, o último estado mundial não consome mais do que 50 Mbytes. O atual estado da Ethereum consome cerca de 130 GB. É uma taxa 2.600 vezes maior.

    • Como você acha que a RSK se compara em relação a outros projetos, como o ETH ou o IOTA?

      O Ethereum é o parente mais próximo da RSK. Ele é baseado em prova de trabalho, a RSK também, e eles compartilham uma interface de aplicativo e máquina virtual semelhantes. No entanto, existem diferenças importantes.

      Do ponto de vista econômico, o Ethereum tem um token especulativo nativo, Ether, e os efeitos de rede atualmente estão incitando o Bitcoin a tornar-se uma única criptomoeda forte que possa atuar como um armazenamento de valor para o ecossistema. Se essa tendência de consolidação do mercado continuar, o valor do Ether pode baixar.

      Além disso, o Ethereum é uma camada de contrato inteligente genérico ajustado para que os dApps tenham seus próprios tokens. Esses dApps só podem crescer e ser utilizados por milhões se o atrito imposto pelo Ether como token intermediário for removido. Essa força na comunidade obrigará o Ethereum (e qualquer outra plataforma de contrato inteligente) a uma dinâmica na qual as transações são pagas em tokens e os usuários se conectam a terceiros relacionados que recebem micropagamentos em tokens para pagar o incentivo da transação em ether para eles, algo conhecido como uma abstração econômica na prática. Portanto, o valor do ether pode estar em risco. Enquanto o staking de contrato inteligente é uma força opositora, alguns dos maiores projetos do Ethereum, como o MakerDAO, estão agora permitindo staking em tokens, então, o ether também está perdendo sua exclusividade como um mecanismo de staking. A RSK, ao contrário, usa o Bitcoin como seu token nativo, e não precisa incentivar seus usuários a acumular a moeda.

      Por fim, o Ethereum está se reconstruindo como uma blockchain de Prova de participação (PoS), principalmente porque atingiu seu fim de vida útil em termos de capacidade de escalabilidade. A migração para o Ethereum 2.0 representa um grande risco técnico, e a migração, se bem-sucedida, levará vários anos. Enquanto isso, sua base de usuários lutará para executar aplicativos em um ambiente caro cujo preço já saiu do mercado em relação ao preço de PCs padrão como nós completos. A RSK tem um plano de escalabilidade diferente, que é baseado na expansão conservadora de sua camada dentro da cadeia, usando técnicas de compactação e agregação, juntamente com melhor alocação de recursos, usando aluguel de armazenamento. Essa camada será ideal para as soluções de escalonamento de segunda camada, e estamos estimulando esses desenvolvimentos em nossa plataforma. As várias equipes que estão trabalhando nas redes de segunda camada precisam de uma camada estável dentro da cadeia, na qual elas possam confiar hoje e sempre.

      O IOTA tenta solucionar o problema de centralização de consenso fazendo com que cada usuário seja um minerador que forneça prova de trabalho incorporada em suas transações, e essas pequenas provas em massa garantem as transações passadas do ledger. Portanto, a segurança do IOTA depende fortemente de seu uso contínuo como mecanismo de pagamento. A descentralização é um objetivo nobre, mas mais importante ainda é ter uma estratégia sólida de como concretizá-la. Satoshi criou um loop de feedback positivo quando adicionou um subsídio de bloco à blockchain. Ao contrário, o IOTA tem um problema não resolvido de bootstrapping. Durante anos, não era possível fazer bootstrap mesmo com a adição de um coordenador centralizado. Não era possível obter um nível mínimo de segurança termodinâmica. Recentemente, eles implementaram um protocolo de consenso totalmente novo para resolver isso. Talvez funcione, mas, ao analisar o histórico técnico do projeto, eu não contaria com isso. De qualquer modo, do ponto de vista técnico, o uso do consenso de ordem parcial impossibilita que o Tangle seja usado para contratos inteligentes com preservação de estado, o que limita sua funcionalidade. Por fim, usar a prova de trabalho (PoW) em todas as transações inviabiliza a possibilidade da verificação pública com base em SPV, como os métodos FlyClient ou NiPowPow, já que é necessário que todas as transações verifiquem a prova de trabalho.

    • É mesmo uma má ideia continuar compatível com Ethereum?

      O pessoal do IOHK está desenvolvendo cadeias laterais do tipo KEVM. Eles defendem que, com a estrutura K, fica muito mais fácil verificar formalmente a exatidão do código de contrato inteligente. Agora, quando Ethereum 2.0 sair da EVM, talvez seja uma boa ideia não tentar ser 100% compatível com eles e implementar alterações que possam tornar o blockchain do tipo EVM melhor do que a implementação da Ethereum. O que acha?

      O IOHK está desenvolvendo o IELE, uma máquina virtual que facilita a verificação formal. É algo que ainda está em andamento, mas tem o benefício de se integrar à cadeia de ferramentas do LLVM Compiler. A AVM possibilita um vasto ecossistema de bibliotecas e ferramentas Java existentes. A EWASM tem o benefício de ser a linguagem mais popular dos navegadores web, por isso será rápida. E posso continuar mencionando prós e contras de cada VM no nível do opcode. Mas é óbvio que ainda é muito cedo para escolher uma vencedora!

      A RSK veio para ficar. Foi criada para usar a melhor tecnologia disponível, e essa tecnologia pode vir de equipes externas, e não da equipe de desenvolvimento da RSK. Isso significa que, se observarmos que existe uma força de tração e uma comunidade que constrói soluções em torno da IELE, AVM ou EWASM, também podemos propor a integração na RSK. Não tenho medo da possibilidade de executar várias VMs em um nó. Elas são fáceis de encapsular. Mas suponho que em 20 anos haverá apenas uma VM preferencial, e os demais bytecodes da VM serão transpostos para ela.

    • Quando podemos esperar a integração com o LTC?

      Criamos o grupo de trabalho RSK-LTC, com membros da comunidade RSK e Litecoin, para avaliar a possibilidade de propor uma ponte que ligue as duas plataformas. No entanto, não há nenhuma proposta finalizada da comunidade ou código de referência para integrar uma ponte Litecoin na RSK neste momento.

    O Estúdio de Inovação em São Francisco e o Fundo Ecossistemas